Nesse ano de dois mil e oito comemora-se duzentos anos da chegada de D. João VI ao Brasil. Fugindo de Portugal que estava sendo invadido por tropas napoleônicas, o príncipe regente do trono português chegou ao Brasil com uma corte imensamente numerosa ,corrupta, perdulária e enfraquecida. Além dos muitos feitos de D João VI nesta terra como a criação do Banco do Brasil, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a abertura dos portos brasileiros às nações amigas, as faculdades... Temos também heranças não tão saudosas. Primeiro porque ainda hoje estão correntes na sociedade brasileira bem como causando sérias conseqüências.
Uma dessas heranças foi sem sombra de dúvida a criação de uma sociedade extremamente corrupta, clientelista, patriarcal, e que ainda hoje, no século XXI, confunde os interesses públicos com privados, políticas públicas com políticas eleitoreiras, estado com governo e etc. Isso não desmerece por completo o reinado de D João VI no Brasil, mas sim serve de alerta para todos nós cidadãos que nesse ano vamos às urnas eleger mais um séquito de políticos que nos representarão nos poderes legislativos e executivos locais.
Devemos tentar mais uma vez separar o joio do trigo, a água do vinho, o vilão do mocinho. É difícil, eu sei, porque na maioria das vezes o lobo se veste de cordeiro, mas não devemos desistir. Devemos prestar atenção nos programas de rádio e TV que irão ao ar, mas também pensar bem nos partidos que se apresentam e que os candidatos representam. Afinal que tipo de partido queremos nos governando, fazendo gestão dos recursos públicos, criando projetos estruturantes para nossas cidades? Aqueles partidos de sempre que fazem a velha política a varejo de D. João VI que distribuía cargos aos “fieis amigos da corte e do digníssimo príncipe regente”, aqueles partidos que criam projetos sociais nas áreas da saúde e da educação com o pretexto de empregar parentes e amigos nas prefeituras? Aqueles partidos que fazem campanha política com a máquina publica entregando cargas de areia e tijolos nas casas dos “fieis amigos da corte...”? Entregaremos o dinheiro de nosso IPTU, de nosso ISSQN, de nosso ISS entre outros para que se distribua em cargos de confiança que nem têm perfil técnico para a área em que atuam? Para que se distribua a grupos isolados da sociedade de nossas cidades.
Precisamos pensar que tipo de governante queremos. Com toda a certeza não será um governante que confunda a coisa pública com a privada, que não confunda partido com governo, que não confunda gestão e projetos estruturantes com obras faraônicas e eleitoreiras... É preciso que encontremos um ou uns candidatos que não tenham outros interesses além de gerir a máquina pública em prol daqueles que mais precisam... Daqueles idosos que demoram em conseguir remédio na farmácia popular, daquele pai de família que está desempregado, daquela dona de casa que vive trancada em casa com os filhos com medo da violência... Que não tenham outro interesse senão pensar a cidade a longo prazo, fazer planejamentos estratégicos, investimentos sustentáveis a médio e longo prazo , que gerem emprego e renda e não só o clientelismo , paternalismo e assistencialismo que herdamos de D. João VI.
É meu caro colega eleitor, neste ano não teremos como fazer o que fez D.João que pressionado pelos franceses de um lado e de outro pelos ingleses optou em não apoiar nenhum nem outro simplesmente fugir para uma colônia tropical. Teremos que emitir uma opinião, um voto e escolher aquele candidato que realmente estará comprometido com uma nova política, uma nova maneira de fazer gestão pública, trabalhando no atacado e não só no varejo como vem sendo feito ,comprometido de vez com quem mais precisa mesmo que não sejam “fiéis amigos da corte”.
Prof. Diego Tormes
Professor da rede pública de ensino e secretário executivo do PSDB de Farroupilha
Uma dessas heranças foi sem sombra de dúvida a criação de uma sociedade extremamente corrupta, clientelista, patriarcal, e que ainda hoje, no século XXI, confunde os interesses públicos com privados, políticas públicas com políticas eleitoreiras, estado com governo e etc. Isso não desmerece por completo o reinado de D João VI no Brasil, mas sim serve de alerta para todos nós cidadãos que nesse ano vamos às urnas eleger mais um séquito de políticos que nos representarão nos poderes legislativos e executivos locais.
Devemos tentar mais uma vez separar o joio do trigo, a água do vinho, o vilão do mocinho. É difícil, eu sei, porque na maioria das vezes o lobo se veste de cordeiro, mas não devemos desistir. Devemos prestar atenção nos programas de rádio e TV que irão ao ar, mas também pensar bem nos partidos que se apresentam e que os candidatos representam. Afinal que tipo de partido queremos nos governando, fazendo gestão dos recursos públicos, criando projetos estruturantes para nossas cidades? Aqueles partidos de sempre que fazem a velha política a varejo de D. João VI que distribuía cargos aos “fieis amigos da corte e do digníssimo príncipe regente”, aqueles partidos que criam projetos sociais nas áreas da saúde e da educação com o pretexto de empregar parentes e amigos nas prefeituras? Aqueles partidos que fazem campanha política com a máquina publica entregando cargas de areia e tijolos nas casas dos “fieis amigos da corte...”? Entregaremos o dinheiro de nosso IPTU, de nosso ISSQN, de nosso ISS entre outros para que se distribua em cargos de confiança que nem têm perfil técnico para a área em que atuam? Para que se distribua a grupos isolados da sociedade de nossas cidades.
Precisamos pensar que tipo de governante queremos. Com toda a certeza não será um governante que confunda a coisa pública com a privada, que não confunda partido com governo, que não confunda gestão e projetos estruturantes com obras faraônicas e eleitoreiras... É preciso que encontremos um ou uns candidatos que não tenham outros interesses além de gerir a máquina pública em prol daqueles que mais precisam... Daqueles idosos que demoram em conseguir remédio na farmácia popular, daquele pai de família que está desempregado, daquela dona de casa que vive trancada em casa com os filhos com medo da violência... Que não tenham outro interesse senão pensar a cidade a longo prazo, fazer planejamentos estratégicos, investimentos sustentáveis a médio e longo prazo , que gerem emprego e renda e não só o clientelismo , paternalismo e assistencialismo que herdamos de D. João VI.
É meu caro colega eleitor, neste ano não teremos como fazer o que fez D.João que pressionado pelos franceses de um lado e de outro pelos ingleses optou em não apoiar nenhum nem outro simplesmente fugir para uma colônia tropical. Teremos que emitir uma opinião, um voto e escolher aquele candidato que realmente estará comprometido com uma nova política, uma nova maneira de fazer gestão pública, trabalhando no atacado e não só no varejo como vem sendo feito ,comprometido de vez com quem mais precisa mesmo que não sejam “fiéis amigos da corte”.
Prof. Diego Tormes
Professor da rede pública de ensino e secretário executivo do PSDB de Farroupilha
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