sexta-feira, 23 de abril de 2010

Caça ao 45, por Jonas Tomazini


Em 26 de abril de 1965, Roberto Marinho, então com 60 anos, iniciava a história de uma rede de televisão que se tornaria a maior do Brasil e a quarta maior do mundo. Mal sabia o Sr Marinho o tamanho que o seu negócio teria em 2010. Muito menos o que estaria acontecendo 45 anos depois e qual momento político o país estaria vivendo.

Mas os petistas são capazes de afiançar que Roberto Marinho em 1965, no início de uma ditadura militar que tinha o Marechal Castelo Branco como presidente, tinha em mente um plano muito claro: escolher um ano para que em 2010 sua rede de televisão completasse 45 anos e beneficiasse o candidato de oposição ao então governo petista. É duvidar da inteligência de todos o PT fazer tal acusação. Em 1965, Lula tinha 20 anos e acabava de ser demitido da Frismolducar por se recusar de trabalhar aos sábados.

Agora, em 2010, quando a maior realização de Roberto Marinho completa 45 anos e lança um vídeo comemorativo com artistas consagrados e jornalistas reconhecidos como Lima Duarte, Chico Anysio, William Bonner, Jô Soares e outros a campanha da petista Dilma Rousseff acusa a Globo de fazer alusão ao 45 do PSDB e do candidato José Serra.

Se as coisas estão assim agora “antes da eleição” imaginem o que os petistas farão durante as eleições ou, para o fim da liberdade de expressão, se ganharem a eleição. A julgar pelo apetite de censura do PT e sua companheirada logo teremos outras privações: nenhuma casa poderá usar o numeral 45, as partidas de futebol terminarão aos 44 e não aos 45 minutos de cada etapa, cada brasileiro depois de completar 44 anos pulará os 45, indo logo para os 46 anos. O pior é quem calça sapatos 45, que corre o risco de ter uma fração de seus pés amputados para entrar em um calçado 44.

O maior risco que o Brasil corre está posto: eleger uma candidata despreparada que já recorreu a armas para atingir nefastos objetivos que nunca saíram de sua mente como instalar uma ditadura de esquerda e amordaçar a imprensa e a liberdade. Os ventos de Cuba e da Venezuela (que já fecharam canais de TV) sopram em direção ao Brasil ajudados pelo temido Foro de São Paulo. Por enquanto foi só uma pressão. Mas que surtiu efeito e fez a Globo retirar do ar o seu comercial de 45 anos. Cabe a nós, repelir essa ameaça escolhendo um candidato que respeite a liberdade de imprensa, as instituições de direito e as liberdades individuais. Características fundamentais num estado democrático de direito.

Jonas Tomazini é Administrador e Técnico em Contabilidade.

Texto publicado no Jornal O Farroupilha em 23-04-2010.

Para ver o vídeo dos 45 anos da Globo, acesse - http://bit.ly/arIo6q

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